Até onde a imaginação pode alcançar

Terça-feira, Dezembro 01, 2009

Violência ou Preconceito?


Vivemos em um país onde a democracia deveria ser plena, porém nem sempre é isso que podemos verificar nas atitudes dos nossos governantes. O reflexo disso está diretamente nas atitudes sociais, para exemplificar temos as cotas para os negros, que mais do que um direito demonstra a fragilidade de tratamento em relação a uma raça, pois a exclusão está mais na classe social em que você vive do que na cor de pele.
As formas de violência em relação a isso se demonstrar de inúmeras formas, seja no preconceito escancarado ou no velado como podemos verificar nos salários dessa ou daquela classe.
Esse tipo de violência ou preconceito se demonstra em diversos níveis, alguns menos outros mais cruéis, se é que podemos tratar dessa forma.
Em relação a preconceito, o que por diversas vezes se traduz em violência, podemos relacionar algumas muito cruéis, para ilustrar vamos citar apenas dois exemplos: a violência contra a mulher e contra o idoso. E o que é mais cruel nessa violência é a sua similaridade: são domésticas. Sim, são violências praticadas dentro do próprio lar.
Verificamos no Brasil, infelizmente, um aumento em relação à violência ao idoso, as delegacias especializadas demonstram um aumento considerável no registro de ocorrências desse tipo. Essa violência aparece em quarto lugar no universo de denúncias dentro das delegacias especializadas. A violência física contra o idoso normalmente ocorre dentro das suas residências e muitas vezes são praticadas por seus próprios parentes, sejam eles filhos ou netos. Mas o porquê dessa violência é o que torna tudo mais intrigante.
O que leva uma pessoa a agredir outra que normalmente é desprotegida, sem a menor condição de reação ou defesa? A falta de paciência para cuidar, ou dar a devida atenção a uma pessoa que por sua idade avançada já tenha se tornado criança de novo? A sensação de poder em relação a uma pessoa mais frágil? Ou o preconceito em ter que tratar alguém que podemos subjugar?
Mas enfim, eles são agredidos e muitas vezes chegam ao óbito devido à gravidade com que são agredidos. Temos legislação que protege o idoso, mas muitas vezes a agressão covarde não pode ser comprovada. Embora, muitas vezes com o auxílio de câmeras escondidas chegamos aos culpados, sejam eles parentes ou mesmo uma pessoa contratada para cuidar de quem precisa de amparo e uma atenção especial.
Além das agressões físicas temos o abandono.
As casas de repousos destinadas a idosos são comumente procuradas pelos filhos dos internos. Os próprios parentes, filhos, filhas, irmãos, alegando que não tem condições para cuidar ou tratar de seus parentes e preferem a internação em casas de repouso a cuidar dos mesmos. E muitas vezes ficam ao abandono, uma vez que se registram inúmeros casos em que os parentes simplesmente “esquecem” de visitar seu ente, se limitando simplesmente ao pagamento pela estada dele na casa de repouso. Isso embora não seja registrado em boletins de ocorrências é também uma violência sem precedentes. A final de contas deixar sem amparo quem necessita é, ou pelo menos deveria, ser comparado ao crime de omissão de socorro.
Esses são poucos exemplos sobre a crueldade da violência contra o idoso que podemos perceber no nosso dia a dia, e com a ajuda da mídia, cada vez mais devemos como cidadão, combater mais esse crime, seja através de atitudes saudáveis ou fazendo denúncias nos casos que por ventura venhamos a conhecer.
Mas disso tudo fica a pergunta: o que gera essa violência? O preconceito ou a intolerância?

Quinta-feira, Outubro 29, 2009



Então, chegou a Primavera. E agora?
Saímos do outono onde as folhas amarronzadas caem ao solo, as árvores ficam desnudadas de sua roupa e o clima fica mais triste.
A paisagem se torna mais fria, porém mais aconchegante, mais romântica, mas também mais saudosista. Ah! Mas esse sentimento acaba ainda bem!
O clima frio e solitário dá lugar ao que temos de melhor.
A alegria de se refazer. Sim. É isso que a Primavera nos propicia. Nos tornar melhores, nos transformar, nos deixar mais feliz.
Você lendo esse texto pode dizer: Mas a Primavera esse ano não está tão feliz. Ela esta chuvosa e sem sol.
Mas não é esse tempo que importa, o que importa é o que podemos ver através disso. O fato do clima não ser como achamos que deveria ser não muda o que a Primavera causa.
Se observarmos com carinho veremos as flores brotando, as árvores se revestindo da sua melhor vestimenta, o cheio no ar muda, se transforma. E isso serve para nós pessoas comuns.
O fato de nosso dia estar meio nublado não nos impede de ver o que o mundo tem de melhor para oferecer, que podemos ser feliz e deixar brotar em nós os perfumes desejados.
Sim, como a Primavera podemos e devemos nos refazer, seja da forma que for, mas devemos. Nós já nos despimos, já deixamos a aparência tristonha e solitária, agora devemos trocar por uma roupagem nova. Novos desafios, novos rumos, novos caminhos, nova felicidade. Assim como a flores e as árvores fazem. Até porque esse é um processo natural.
Nos fazer sentir sensações que pareciam, ou estavam escondidas.
Agora. Já. Afinal de contas é Primavera.
E qual a solução?
Mudar as estações de lugar e darmos à Primavera 12 meses do ano. Assim teremos a felicidade plena. Mesmo que em alguns momentos tenhamos as sensações frias do inverno, um calor intenso do verão e a tristeza romântica do outono, sempre permeadas pela felicidade da primavera.

Domingo, Setembro 06, 2009

Alvas mãos


Com alvas e brancas maõs

Com a doçura nos doces olhos

Sem medida

Sem censura

Quando toco sua vermelha

Morango boca

Quem se importa?

Vejo o tempo me olhando

Acompanhando a vida

Sem tempo

Sem escala

Mas acaba o sonho e

Nunca mais terei o mesmo tempo

O mesmo tempo

de todo tempo

Outro sabor na mesma boca

Outro sonho no mesmo sonho

Outro tempo no mesmo tempo

Segunda-feira, Julho 27, 2009

Medo e Lembrança


Nossa que medo!Sábado dia 25/07/2009 em alguns segundo virou dia 01/05/1995. O acidente de Felipe Massa fez nossas mentes voarem rapidamente no tempo e sofrer pelo que lembrou e pelo que poderia acontecer ao piloto recém acidentado.Qual a explicação dessa introdução. Duas coisas, uma delas é que não existe nenhum esporte seguro o suficiente que não posso evitar acidentes graves que levem a morte ou a seqüelas incorrigíveis. Outra coisa é a associação de um fato a outro, imaginando que o final da história será o mesmo.O que nos leva acreditar que um mesmo ato pode ter a mesma conseqüência em outro instante ou tempo?A velha máxima de que a experiência é muito mais importante que a aventura. Que para cada ação a reação será proporcionalmente inversa.Será que nosso subconsciente parou para analisar que os equipamentos de seguranças hoje são muito melhores, ou mais eficientes que os de 15 anos atrás? Será que nossa esperança percebeu que o acidente foi muito diferente do mesmo que tirou a vida do Airton Senna? Provavelmente nos primeiros instante é claro que não. A primeira sensação foi de que vamos perder mais um ídolo, mesmo que ele não tenha feito nada se comparado com Airton.Hoje dia 27/07/2009 a gente já sabe que tudo é diferente em relação aos dois acidentes, e a torcida verde amarela agradece.O que levamos para a nossa vida a respeito desse assunto?No meu entendimento levamos para nosso dia a dia, o fato de muitas vezes agirmos com base em atitudes e respostas descontextualizadas e achamos que o resultado será o mesmo. Esquecemos de avaliar que as pessoas e o mundo vivem em constante transformação, o que é incrível, mas em muitos momentos deixamos isso de lado para dizermos sim ou não.Quando ocorre algo com alguém o resultado não é frio e simples. O resultado é o final de uma série de coisas, de fundamentos, o que quase nunca é o mesmo no dia seguinte. Quando pegamos o mesmo ônibus todos os dias, a maioria dos passageiros são os mesmos, porém nem todos que estão lá em determinado dia, estarão lá no dia seguinte. Então a reação não será a mesma.O medo muitas vezes nos leva a atitudes baseadas em fatos ocorridos anteriormente, e não nos permitimos analisar o porquê do resultado do nosso exemplo e nem tão pouco avaliar as mudanças de um para o outro.Portanto, por mais que pareçam iguais as situações, elas não são. Por mais que as sensações pareçam as mesmas, elas não são. Estamos mais maduros, mais experientes, mais tudo, até mesmo mais medrosos.Precisamos analisar cada caso. Cada situação, senão podemos estar abrindo mão de algo que ontem não valia a pena e hoje faria muita diferença.

Quinta-feira, Julho 23, 2009


Hoje o Brasil fez uma proposta de acordo com o vizinho Paraguai sobre a questão Itaipu. No acordo o Brasil triplicará o valor pago para nosso vizinho, parceiros pelo menos no papel, na construção e na utilização da energia gerada pela hidroelétrica.
Bom, parece que nos dobramos no acordo e fizemos todas as vontades exigidas pelo parceiro em questão. Parece. Mas, vamos analisar como nossos vizinhos utilizam a energia.
1- Pelo contrato seria 50% para cada pais, porém eles se utilizam só de 5%.
2- Pelo contrato a despesa pela construção seria divida, porém só nos pagamos a despesa.
Olhando assim, do ponto de vista dos números e dos contratos, realmente estamos perdendo muito, além de não ganhar nada. Mas as relações humanas não se resumem a esses números frios.
O Paraguai tem 500 km de fronteira com o Brasil, o nosso PIB é pelo menos 10 vezes maior que o deles, o consumo de petróleo é 100 % importado, pois não teem um gota em seu país. Ora, o que impede um vizinho tratar melhor outro vizinho menor?
Essa é a questão de hoje. O que impede uma pessoa colaborar com outra, mesmo que aparentemente esteja perdendo nessa ajuda?
Existe um velho ditado que diz que devemos sempre andar com pessoas melhores do que nós. Se isso for uma verdade, quem vai andar conosco? Existem pessoas que dizem que devemos nos afastar dos problemas alheios. O que seria dos psicólogos?
Esse pensamento de que devemos ser frios nas relações pessoais ou até mesmo comerciais, torna as pessoas mais distantes. Mas o pior de tudo isso é que vamos nos achando melhores, que não vamos nos misturar, que devemos ter na nossa relação de amigos somente os importantes, seja por um motivo ou por outro, financeiro ou posição social.
Mas quem não conhece uma pessoa realmente especial, e que parece um livro de matemática: sempre cheio de problemas. Quem não conhece alguém aparentemente humilde, em todos os sentidos, que conhece aquele chá milagroso que nos cura de algo que nos perturba.
Essa é a questão.
Reconhecer no outro o seu valor simplesmente pelo valor humano que ele tem, só isso.
Em relação ao vizinho, o que impede de colaborar com ele para que seja melhor, em qualquer sentido. Tornado-o melhor, estamos nos tornando melhor também. E se você não prejudica, pode acreditar você já estará ajudando.
Então, o que o Brasil fez com o Paraguai na questão Itaipu, foi só isso, além de não prejudicar, ainda vai ajudar.
E você leitor: ajudou mais ou atrapalhou mais? Dependendo da resposta, vale a pena repensar.

Segunda-feira, Julho 20, 2009

Paixao e Razão

Onde está situado o limite entre a paixão e a razão? Entre o valor de uma opinião e um acaso? A conveniência e a postura de uma pessoa?Acompanhando todo o noticiário esportivo tenho mais dúvidas do que certezas a respeito de todas essas perguntas ou comparações. E isso tem um motivo, ou uma razão.
Muitas vezes durante a vida temos que fazer concessões, pois sem elas não conseguiríamos conviver em uma sociedade civilizada e democrática.
Quando fazemos as concessões não estamos sendo fracos ou então manipulados, estamos na maioria das vezes sendo político e em outras tantas vezes estamos querendo uma vida melhor e mais feliz, quem nunca abriu mão de algo para não brigar com alguém?
Bom, o assunto em questão hoje é futebol, pode não parecer, mas é.O São Paulo, até bem pouco tempo atrás tinha o melhor técnico do Brasil: Muricy Ramalho. Enquanto era comandante do esquadrão tricolor era amado por todos do clube, tri-campeão brasileiro, uma pessoa de personalidade marcante e forte, um homem que tinha seus comandados em suas mãos.
Assim que alguns jogadores foram a público reclamar das ordens recebidas demonstrou a fragilidade do relacionamento aparentemente perfeito. Final da história casamento acabado e cada um para o seu lado.
O próximo capítulo dessa história foi uma série de jogadores reclamando e criticando publicamente o técnico recentemente demitido. Esqueceram rápidamente que as medalhas de campeão na parede da sala desses jogadores tinha uma marca chamada: técnico competente. Mas não importa mais, temos um novo chefe e precisamos agrada-lo, mesmo que para isso magoe quem não está mais entre nós.
O outro caso é a contratação pelo Santos do demitido Luxemburgo. É a quarta vez que esse técnico passa pelo Santos, e durante sua passagem 4 títulos e uma série de problemas com a torcida.
Bom, hoje o time a ser comandado pelo Luxemburgo não passa por um bom momento e a torcida agradece muito a nova contratação.
Mas o que tem isso com o nosso texto?
Há pouco tempo atrás torcedores do Santos jogaram moedas nesse salvador e o chamaram de mercenário, pois, ele trocou o Santos por outro time grande da capital. Os mesmo que hoje o idolatram já o chamaram de burro e pouco se importaram se seria ofensivo ou não, até porque estavamos falando do time de coração dessas pessoas.
A paixão pela entidade, ou seja, o clube do coração, segundo Alberto Helena Junior, é a paixão mais pura, pois trocamos mulheres, trabalhos e até filhos, mas jamais trocamos o time de coração. Então qualquer um que maltrata essa paixão passa a ser nosso inimigo mortal. Ai entra a grande questão: como pode esse inimigo mortal, voltar para nossos braços como o melhor dos aliados? Será a conveniência? Será o desespero? Será a busca pela esperança?
Que seja sim para todas as questões, onde está a opinião?Se agem assim com o time de futebol pode ser que também na vida social.
Quando você me faz bem eu te amo, quando me contraria eu te odeio, porém se eu precisar de você eu te amo de novo e não importa se te magoei ou não, eu o ofendedor te perdoo por você me fazer ofender você.
Tudo bem que a rigidez nas opiniões podem ser ruim, e temos que ser maleável, mas será que devemos ser tão maleáveis assim? E para quem está do outro lado? Será que sempre estará disposto para ser ofendido de novo e ser perdoado?
Fico com mais um pergunta: o novo relacionamento será que tem um fundo de paixão e profissionalismo, ou pode ser uma vingança usando aqueles que o ofenderam como degrau e não sumir da mídia?
Se for, ninguém poderá reclamar de nada, afinal de contas os que se utilizaram da paixão perderam para quem sempre utiliza da razão, por isso é comandante e não comandado.

Segunda-feira, Julho 02, 2007

E agora? O que fazer?
Faltam algumas horas para tudo terminar, não haverá mais amanhã, e o ontem nunca existiu.
Os arrependimentos agora não têm mais lugar, e a pressa será num instante inexistente. Não teremos tempo para mais nada, os segundos passam a ser ricos, valiosos e escassos. Temos que aproveitar cada suspiro, cada piscada de olhos, jamais dormir, o sono poderá ser profundo e sem fim.
As lembranças só servirão para que possamos nos orientar para o próximo passo, o relógio um carrasco pois nos diz quanto tempo falta, mas ao mesmo tempo um anjo, pois nos dirá quanto tempo temos, sim o fim, no próximo instante.
A saudade não existirá, não dá tempo pra termos esse sentimento, vamos nos marcar, vamos aproveitar o ar, é valioso demais. Os desenhos nas nuvens são cada vez mais significativos e nos dizem mais do que pensamos.
Hum, como o mundo é belo.
Hum, como o sabor do jiló não é tão amargo, afinal de contas, o que comeremos no próximo instante, passou mais um segundo, ele foi embora e não se despediu, nos deixou sem dizer quando veríamos ele de novo. Mas isso já passou não importa mais, vamos em direção ao próximo instante.
O coração palpita e nos empurra para frente, para a nova vida, para os novos rumos, não sabemos o que sentiremos nem como acabaremos.
Nos resta uma certeza, estamos pulsando e querendo ainda mais, mas temos tempo?
Não. Sim. Talvez.
Na dúvida o sorriso e o prazer, sempre palpitando. Aproveitar sem desespero, porém, sem moderação também.
Suor. Olhos estalados, passou outro segundo. A cada instante parece o último, será que é?
De repente bum!!!!!!!!!!!!! Acabou.
Acabou o desespero, era um sonho. O mundo não acabou. O que ficou?
A lição de que cada instante é único e o próximo segundo será sempre o último.